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A floresta havia se tornado sua casa. Todas as manhãs, quando ouvia a porta da frente bater, ele corria para lá. Entre o balançar das árvores e o correr das raposas que caçava, cantava um música que a mãe havia lhe ensinado antes de falecer.
Na hora do almoço, sentava-se diante de uma árvore e compartilhava a comida que levava com o pequeno homem que dizia ser o mago da floresta. Ele tinha pelos espalhados por todo corpo, seus olhos eram completamente negros e havia dentes demais em sua boca. O garoto não tinha medo. Lhe contava seus sonhos, medos e segredos.
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O homem havia chegado mais cedo em casa. Não escutou os típicos barulhos que a criança costumava fazer. Correu para floresta, pois sabia que para lá o garoto fugia. Em pouco tempo, o encontrou dormindo nas raízes de uma grande árvore. A cena lhe lembrou da morte da esposa. Ele a encontrou encolhida na cama, gelada e sem brilho nos olhos.
Revoltado, a passos duros caminhou em direção ao filho para acordá-lo, mas do alto de sua árvore, observando a cena com atenção, a criatura com seus mil dentes sorria. Esticou uma das mãos em direção ao homem e na floresta tudo se calou. Ao acordar, o menino voltou para casa sem nada perceber. A partir daquele dia, não havia mais motivos para da casa fugir.
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Os textos fazem parte de um exercício da disciplina de Laboratório da pós em Escrita Criativa. Nossa missão era escrever dois textos sobre um ser em cima de uma árvore, um deles com leveza e outro com peso. Penso em desenvolver mais essa história, imagino muitos detalhes, será que devo?
| Esse post faz parte da série de publicações do BEDA. Post todos os dias às 8h da manhã 😉








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