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5 Relíquias do contentamento

Para ser uma Guardiã da Biblioteca Eterna, é necessário ser uma pessoa curiosa e amar livros, pois neles estão guardados os mais ricos conhecimentos e diversões! Mas eu, Astera, guardo algumas relíquias que me fazem muito feliz e me ajudam nessa missão de ser também uma bardo & cronista

Rio de Janeiro | Nosso Reino Sgolbertne é perfeito em comparação à caótica cidade maravilhosa, mas apesar disso, eu amo quando tiro férias e posso andar pelas ruas cariocas e qualquer coisa que remeta ao errejota, me deixa muito feliz!

Assistir vlogs no YouTube | Ainda bem que a internet aqui no Reino é boa! Quando tenho tempo livre e quero desopilar a mente, é para ele que corro. Por lá adoro assistir vlogs de rotina, trailer de filmes e também escutar música.

Olhar as fotos antigas da Chanel | Ela é a gatinha da Karina, que já faleceu, infelizmente. Ela foi sua primeira gata e viveu por 12 longos anos com muitas honras e mordomias. E como já não está mais entre nós, resta-nos olhar fotos e vídeos antigos para matar a saudade e ficar feliz pelo tempo que a tivemos.

15h | Pode parecer estranho, mas nesse horário específico do dia, principalmente quando é um dia livre, sinto muita vontade de viver! Com isso, acabo absorvendo mais a vida, observo as pessoas andando, o céu... Isso me inspira a criar e me dá esperança de dias de um futuro melhor e mais brilhante!

Arte | Ela imita a vida ou a vida que a copia? Independente da resposta, a arte em suas mil maneiras de ser me trazem não apenas um tipo de alegria, mas me inspiram para criar e para viver.

E você, quais são as cinco relíquias que lhe fazem feliz de alguma forma?

| 📜 Registro da Biblioteca Eterna





o som que não quero esquecer

As paredes da Biblioteca Eterna guardam não apenas conhecimento, mas muitas memórias. Aqui, passaram sábios e tolos, heróis e derrotados, andarilhos e os que estavam em busca de uma morada. Cada um desses, com suas poucas ou muitas bagagens e histórias para contar. Há lembranças felizes e outras difíceis, carregadas de lágrimas. E em 2021, os quadros nas paredes foram cobertos, os corredores ficaram vazios e as velas foram apagadas. Um silêncio tomou posse para que todos os que já passaram e trabalham por aqui vivessem o luto de uma perda muito importante. 

Nossa Guardiã da Biblioteca, conhecida também como Guardiã da Alegria, partiu aos 55 anos de vida. Ela, que sempre foi uma admiradora da vida, deu seu último suspiro em um agosto. Desceu à sepultura com uma fina chuva caindo sob a terra e deixando todos os seus amigos tristes pela partida.

Apesar do trabalho de Guardiã não ser o mais difícil, ela passou por muitas lutas e viveu inúmeras aventuras fora dessas portas. Atravessou o Grande Deserto, enfrentou as Águas Sombrias, desvendou a Floresta do Encantamento, caminhou por incontáveis caminhos deste Reino, e voltou de cada lugar mais forte, com companheiros viajantes e muitos objetos mágicos. Todos estes, estão pelos corredores da Biblioteca.

O seu grande ensinamento ao longo dos anos que cuidou deste lugar foi: viva a vida e ame.

E mesmo com todos os momentos bons guardados em nossos corações, há um que atormenta os meus dias: o medo de esquecer o som da voz dela carregada de seus ensinamentos, correções, e sua risada que tinha o poder de iluminar a mais densa escuridão.

Uma vez, sendo convocada para levar palavras de sabedoria para alguém que também tinha medo de esquecer, falei que, infelizmente, é normal o som ir desaparecendo pouco a pouco... Isso porque não estamos mais ouvindo constantemente aquela voz. Mas eu sei, que láaa no fundo, com um pouco de esforço e talvez alguns vídeos guardados no drive, a gente se recorda.

E esse medo é normal. Ele faz parte do amor que continua acumulado, sem saber pra onde ir.

| 📜 Registro da Biblioteca Eterna





Quando alguém começa a se chamar escritora?

Como uma guardiã da Biblioteca Eterna, estou sempre rodeada de livros, papéis e documentos antigos – e atuais. Consequentemente, estou sempre realizando leituras para sanar minhas dúvidas, anseios e matar minhas curiosidades, além de querer estar em constante aprendizado sobre a vida. Porém, mesmo lendo de quase tudo e mais um pouco, ainda não consegui encontrar uma resposta para minha pergunta: Quando uma pessoa pode começar a se chamar escritora?

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Existe um debate extenso sobre assunto. Não é simplesmente responder "a partir de tal ponto/tal coisa". Dessa, nascem muitas outras perguntas cujas respostas são sim e não. Assim como tantas outras questões do viver, é complexo.

Há quem acredite que escritor é apenas aquele que publica livro. Mas se o autor escreveu e lançou sua história no mundo uma única vez, 20/30/40 anos depois sem escrever nada, ele continua sendo escritor? E os amantes de crônicas e poemas que são compartilhados apenas em bilhetes trocados, acumulam poeira nos cadernos esquecidos, ficam escondidos nas notas do celular e nunca chegarão ao estrelato? São menos ou mais escritores? Ou não são nada? 

Quem define o que faz de alguém um escritor?

Se vocês estão escrevendo em blogs constantemente ao longo dos anos, se consideram apenas blogueiros ou também escritores? Não acredito que ser criador de conteúdo defina o que fazemos em nosso espaço virtual. Há uma complexidade no ato de escrever aqui e talvez nunca cheguemos a um consenso. E sabe de uma coisa? Realmente espero que não haja uma resposta definitiva para essas perguntas.

Gosto de como estamos sempre nos questionando, trazendo pontos de vistas diferentes com base em nossos valores, realidade e até mesmo cultura. Então eu gosto de não ter uma resposta para essa pergunta. Não há ninguém que possa definir quem de fato é ou não escritor e a partir de que ponto. 

Mas se perguntarem o que a mente por trás desse blog é, tenha certeza de que ela responderá escritora em construção. Ela se enxerga assim porque coloca seus textos no mundo, mas sente que há algo pequeno que ainda a faz não usar a nomenclatura com mais firmeza.

| 📜 Registro da Biblioteca Eterna





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