QUASE AURORA

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agosto de 2025

Apesar de agosto ser um mês difícil para todos nós porque deixou de ser o mês de comemorar o aniversário de casamento dos meus pais para ser a contagem dos anos que mãe faleceu, eu gosto especialmente dos primeiros dias dele, pois no dia 5 é aniversário de João Pessoa e isso significa que teremos a Festa das Neves!

Em comemoração ao aniversário da cidade, há algumas atrações: shows de grandes bandas e cantores nacionais na orla de Tambaú (gratuito, tá?!), apresentações culturais no Espaço Cultural e a tradicional Festas das Neves com feira, parque de diversões e uma programação religiosa com missas solenes, novenários e outros eventos cristãos. 

Mas sabem o que eu realmente amo? Os brinquedos sustentados por um toco de madeira com ingresso a R$10 no Centro da Cidade! Como infelizmente não pude viver esse momento agora em 2026 – a vida adulta matando – quero compartilhar com vocês como foi o nosso dia 05 de agosto de 2025.

→ Eu fiz um vlog para o meu tiktok, então tem todos os detalhes desse dia por lá.

Meu objetivo era bater perna por alguns pontos históricos do Centro e comer bastante! 

Após uma longa caminhada e muitos erros do GPS, nossa primeira parada foi na Casa da Pólvora e dos Armamentos, que não tem nada, apenas a estrutura que é de 1700. Era um lugar para guardar o que seu próprio nome revela: pólvora. Ela ficou abandonada desde 1711 e só foi restaurada na década de 70. Então, por qual motivo ir visitá-la? A vista!

De lá seguimos para a Praça dos Três Poderes. Eu queria observar o andamento da obra do Museu de História da Paraíba e também dar uma descansadinha depois de tanto caminhar. Até o momento, estava apenas eu e meu pai, pois minha irmã se recusou a acordar cedo e nos encontraria depois.

Visitamos a Livraria Paulus, uma livraria católica que meu pai gosta bastante e ficamos um bom tempo lá. Seguimos para a Livraria do Luiz, que é considerada Patrimônio Imaterial Cultural. Foi fundada em 1972 e foi palco de inúmeros eventos literários, saraus poéticos, além de ser um ponto de encontro de escritores, poetas, leitores e estudantes. Ela tem um café que deixa o espaço ainda mais aconchegante, mas infelizmente não fiz registros. 

→ Essa livraria é um ótimo lugar para encontrar livros de autores regionais.

De lá fomos para o Sabadinho Bom, projeto cultural da Prefeitura de João Pessoa e executado pela Fundação Cultural de João Pessoa. Todos os sábados, na Praça Rio Branco, acontecem shows gratuitos de chorinho, samba e música instrumental. O horário de almoço é meu favorito porque é muito tranquilo. Tem uma galera nova, mas a maior parte do público é mais madura e tem muitos idosos. A noite o ambiente muda completamente, pois é hora dos jovens – mas nunca fui, só vejo vídeos. Não é minha praia...

Eu gosto de ir para lá e ficar debaixo da copa das árvores comendo um churrasquinho enquanto observo as pessoas. Como acontece todo sábado, vira e mexe estou por lá.

Depois da pausa do almoço e já com minha irmã, fomos para a Arquidiocese da Paraíba. Eu queria muuuuito conhecer o jardim que tem lá, mas eu amo um tour por igrejas católicas e nessa época as igrejas abrem as portas para os moradores e turistas fazerem tours guiados gratuitamente.

Descemos para o Hotel Globo pois é um dos points para assistir o pôr do sol com a vista do Rio Sanhauá. Foi fundado em 1929 e atualmente funciona como galeria de artes. É ótimo para fazer fotos belíssimas! Ali do ladinho tem o Instituto Museu de Arte Jurandir Maciel com um acervo de peças em bronze feitas pelo artista de mesmo nome.

Com minha irmã e meu pai no meu pé querendo encerrar o dia, finalmente subimos para a Lagoa para eu comer: milho cozido, batata frita, morango do amor e hambúrguer. E claro, ir em um dos brinquedos de segurança duvidosa. Assim, com a noite já tomando conta do céu, encerramos nosso dia cansados, mas muito felizes!

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Diário da Barda #01 — 10 dias de histórias

Nos últimos dez dias, esta Barda e Guardiã da Biblioteca Eterna não percorre mais os corredores com os mais variados cheiros de livros, mas caminha junto a seus companheiros pela trilha que nos levará à conclusão do antigo ritual. Agora, estamos na Cordilheira dos Instantes, lugar de domínio do Devorador de Horas

Tem sido especialmente difícil para mim. O tempo, em alguns momentos é cruel e escorre entre nossos dedos, passa tão rápido quanto um piscar de olhos. E devido aos percalços dessa aventura, nem sempre cumpro minha promessa de estar aqui às 8h da manhã. Será isso um dos ataques do Devorador? 

Essa semana, precisei retroceder um pouco no caminho devido um susto de meu companheiro felino. Corri para levá-lo até a Curandeira, pois meus poderes não iriam ajudar muito naquela situação. Mesmo tendo lido muitos livros e sendo dotada da sabedoria, era algo que eu não compreendia de fato. 

Lágrimas tomaram conta dos meus olhos, pois pensei que o tempo para ele poderia estava começando a chegar ao fim. Infelizmente, todos nós estamos passíveis de sermos acometidos por doenças, mas fiquem tranquilos! Ela me disse que primeiramente apenas uma poção e alguns banhos no Lago de Cristal – conhecido por ter águas de cura – seriam necessários. Ele já está ao meu lado, pronto para continuar a campanha, e eu, atenta em sua saúde e melhora. Nos desejem sorte!

imagem feita pelo meu amigo chatgpt

Estou de volta ao caminho mais tranquila, porém, para ajudar viajantes perdidos, recordo todas as histórias que contei até aqui. Também compartilho algumas mensagens de meus companheiros, reforçando que não devemos desanimar – mesmo quando a vida parecer rumar para isso. Nós chegamos até aqui, derrotamos o primeiro vilão e faremos o mesmo com esse.

Se eu tivesse chorado mais | Igor Medeiroz
Morreria agora? | Ondeando
Pequenezas dos dias | Mormaço
Tudo ficção | Marcos Ramon
Eu, a cozinha e um trauma geracional | Doses de Mika a gosto

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Antes que o tempo acabe

imagem feita pelo meu amigo chatgpt

Faltam quinze minutos para o sol baixar completamente e a escuridão da noite tomar conta do céu. Esses mesmos minutos são os que me restam para sair da hospedaria/taverna em que estou e ir de encontro ao meu próximo compromisso.

Enquanto observo aldeões e peregrinos conversarem, brindarem canecas fumegantes e desfrutarem de refeições quentes, fico refletindo quanta coisa cabe nesse espaço de tempo. Quantas canções podem ser entoadas e quantos versos podem ser proclamados. Há espaço o suficiente para se declarar ao amor de sua vida e se despedir nos últimos suspiros de quem já viveu o suficiente.

Nesse tempo cabem atrasos, intervalos, um pouco de chá, a leitura de 5 páginas de um livro, a espera em uma fila ou a brincadeira favorita de seu companheiro de quatro patas (ou duas). Cabe uma oração, um choro para aliviar a alma ou só a pausa para comtemplar o existir. 

E isso é o que faço.

Contemplo em silêncio o ir e vir de exploradores, um cronista no palco falando de suas aventuras como se fosse uma história épica. Vejo o oráculo revelando a um artífice um segredo, ele coloca duas moedas de prata na mesa e levanta com um sorriso no rosto. 

Reconheço outros bardos, acompanhados de um arquivista. Sei disso porque todos eles tem um jeito abobalhado que adoro e carregam pastas e pergaminhos debaixo do braço. De sua bolsa escapa a ponta de uma caneta, provavelmente a mesma que ele utilizou para registrar as palavras de seus companheiros.

Hakim, a florista, entra pela porta que me revela o azul profundo tomando por completo o céu. Ela entrega buquês de astromélias, rosas e camélias para a dona da Taverna. O cheiro toma conta do ambiente e vejo alguns clientes fechando os olhos e erguendo o nariz para o alto, absorvendo a mistura de flores com o assado do dia. 

O druida, Gnomildo deixa a taverna e me faz um sinal com a cabeça indicando que é hora de ir. Faltam oito minutos para meu tempo acabar. Preciso retornar ao caminho, o vilão deve ser derrotado e a jornada não será fácil. Deixo minhas duas moedas de ouro em cima da mesa e sigo em direção a porta de saída. Meu companheiro felino segue ao meu lado, silencioso como sempre. Em minha roupa, ouço o farfalhar de minha familiar. Agora que a noite chegou, ela irá voar iluminando nosso caminho.

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