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Escrever quando não há inspiração

Caminhar pelas estradas de Sgolbertne é divertido e ao mesmo tempo desafiador. Nosso Reino nos proporciona aventuras todos os dias, não há como ter tédio nessas terras. Assim como eu, todos os aventureiros que decidiram seguir com a velha tradição – BEDA – enfrentamos vilões, como o Grande Crítico, e adversidades que são grandes e pequenas. Mas existe algo que todos nós temos em comum: o desafio de escrever quando não há inspiração.

Não é a tarefa mais simples escrever todos os dias. Alguns podem dizer que não ser nichado é mais tranquilo, você pode ir de receitas sobre poções até críticas de filmes, relatos de como foi o dia, sua roupa favorita para usar na segunda-feira... mas acredito que não é tão fácil assim. Não ter um nicho pode até "ajudar" a variar na criação de algo, mas as vezes isso lhe bloqueia ao invés de trazer liberdade.

Então, quando se está bloqueado, sobre o que escrevemos?

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Ora, os pergaminhos antigos da Biblioteca Eterna revelam: desde que o mundo é mundo, quando isso acontece, escrevemos sobre não escrever. Sobre como nos sentimos ou lidamos com isso. Escrevemos sobre estarmos bloqueados e as estratégias que usamos ou não para derrubar a barreira.

E esta Barda está passando pela dificuldade de encontrar algo para escrever. Tenho lamentado por minhas colegas aventureiras – Anya, Soh e Taemi – que tiveram suas casas destruídas pelo vilão Reggolb. Tenho esperança de que elas possam reconstruir ou encontrem um novo local para habitar, mas isso me deixou levemente desmotivada ao ponto de não conseguir pensar em quais palavras trazer para encantar os heróis, patrulheiros e andarilhos. 

Na tentativa de transformar os sentimentos em arte, lhes escrevo que esta tem sido uma tarefa um pouquinho árdua, mas tudo bem. Nem sempre precisamos de estratégias ou ideias mirabolantes, a gente só se permite não escrever e assim, quando menos esperamos, a inspiração volta!

Mas se for para revelar um truque, aqui vai o meu: ficar ociosa. 

Na infância, quando estava entediada, minha imaginação criava histórias e cenários épicos que não apenas me distraiam, mas me divertiam! E é assim até hoje. 

De acordo com a neurocientista Alicia Walf, pesquisadora do Departamento de Ciências Cognitivas do Instituto Politécnico Rensselaer, nos Estados Unidos, ficar entediado é fundamental para a saúde do nosso cérebro, pois, além de promover ideias criativas, o cérebro descansa.

Mas não é um tédio/ócio programado, é quando canso de olhar para a tela em branco e decido fazer outra coisa não tão legal, como pendurar as roupas no varal depois de ficarem 3 horas na máquina de lavar, que um título surge e consequentemente, as palavras.

Então, queridos companheiros de campanha, quando sentirem que não há mais ideias para escrever e criar, que tal lavar uma louça?





carta não endereçada

Você diz que sente a minha falta, mas nunca me procura. Não manda cartas, mensagens e não há uma ligação perdida, não faz nenhuma visita. E eu? Continuo aqui esperando, me fazendo de idiota por acreditar mas suas palavras.

Quando você desapareceu, eu lhe procurei. Agora olhando nos teus olhos percebo que fui apenas um jogo. E o pior é que sempre soube, mas não quis acreditar. Lamento por mim. Por deixar você me iludir, roubar meu coração e depois o abandonar. Lamento por mim por ainda olhar nos teus olhos e tentar encontrar a pessoa que um dia você foi. 

Agora, isso é um adeus. Vou arrumar minhas malas, meus sentimentos, pegar de volta meu coração e partir para nunca mais voltar, nunca mais lhe ver, lhe tocar, lhe sentir e, principalmente, lhe amar.

Carta datada de maio de 2016, encontrada na seção de "Cartas Não Endereçadas", Prateleira E, 5º andar, Corredor 13 da Biblioteca Eterna.

| 📜 Registro da Biblioteca Eterna





primeira segunda-feira de agosto

Enquanto me desdobro no gerenciamento da Biblioteca Eterna e ao meu novo cargo de administradora de blog, nossa autora está vivendo sua rotina de CLT, mas como se apenas isso não bastasse, falei que ela precisava enfrentar o vilão dessa semana (mais uma vez) e compartilhar comigo tudo que fez na primeira segunda-feira de agosto. Vamos aos relatos!

O dia começou com tudo para dar certo, mas enquanto ia em direção ao ponto de ônibus, aquele que seria seu primeiro ônibus passou. E assim se desencadeou um atraso após o outro, o que a fez chegar 25 minutos atrasada no trabalho – mas pelo menos conseguiu tomar café da manhã no refeitório. Um oferecimento da chuva que faz com que mantenham a porta aberta até às 7h30.





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