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| imagem feita pelo meu amigo chatgpt |
Faltam quinze minutos para o sol baixar completamente e a escuridão da noite tomar conta do céu. Esses mesmos minutos são os que me restam para sair da hospedaria/taverna em que estou e ir de encontro ao meu próximo compromisso.
Enquanto observo aldeões e peregrinos conversarem, brindarem canecas fumegantes e desfrutarem de refeições quentes, fico refletindo quanta coisa cabe nesse espaço de tempo. Quantas canções podem ser entoadas e quantos versos podem ser proclamados. Há espaço o suficiente para se declarar ao amor de sua vida e se despedir nos últimos suspiros de quem já viveu o suficiente.
Nesse tempo cabem atrasos, intervalos, um pouco de chá, a leitura de 5 páginas de um livro, a espera em uma fila ou a brincadeira favorita de seu companheiro de quatro patas (ou duas). Cabe uma oração, um choro para aliviar a alma ou só a pausa para comtemplar o existir.
E isso é o que faço.
Contemplo em silêncio o ir e vir de exploradores, um cronista no palco falando de suas aventuras como se fosse uma história épica. Vejo o oráculo revelando a um artífice um segredo, ele coloca duas moedas de prata na mesa e levanta com um sorriso no rosto.
Reconheço outros bardos, acompanhados de um arquivista. Sei disso porque todos eles tem um jeito abobalhado que adoro e carregam pastas e pergaminhos debaixo do braço. De sua bolsa escapa a ponta de uma caneta, provavelmente a mesma que ele utilizou para registrar as palavras de seus companheiros.
Hakim, a florista, entra pela porta que me revela o azul profundo tomando por completo o céu. Ela entrega buquês de astromélias, rosas e camélias para a dona da Taverna. O cheiro toma conta do ambiente e vejo alguns clientes fechando os olhos e erguendo o nariz para o alto, absorvendo a mistura de flores com o assado do dia.
O druida, Gnomildo deixa a taverna e me faz um sinal com a cabeça indicando que é hora de ir. Faltam oito minutos para meu tempo acabar. Preciso retornar ao caminho, o vilão deve ser derrotado e a jornada não será fácil. Deixo minhas duas moedas de ouro em cima da mesa e sigo em direção a porta de saída. Meu companheiro felino segue ao meu lado, silencioso como sempre. Em minha roupa, ouço o farfalhar de minha familiar. Agora que a noite chegou, ela irá voar iluminando nosso caminho.
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| 📜 Registro da Biblioteca Eterna

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