QUASE AURORA

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FERIADO

Não sei se acontece com vocês, mas comigo é quase sempre. Toda vez que tem feriado em dias de semana, posso planejar da maneira mais bonitinha que nunca acontece do jeito que eu gostaria. Nesse não foi diferente.

Estava nos meus planos ficar em casa, ler um livro, assistir alguns filmes, visitar os blogs que estão fazendo BEDA e adiantar alguns posts do blog... Conforme o dia foi passando e a hora parecia derreter, já fui notando que nada do que eu planejava aconteceria, então tentei registrar um pouco para compartilhar com vocês.

Comecei a manhã enfrentando uma pilha de roupas que precisavam ser dobradas e guardadas. Como trabalhei no final de semana e estava igual zumbi no domingo, fiquei empurrando com a barriga essa obrigação. A Nina, como sempre, me acompanha enquanto coloco meu quarto em ordem.


Depois fui fazer a coisa mais importante do meu dia: devocional. Só que, logo nos primeiros versículos, comecei a chorar e chorar e chorar... já não sabia mais por quais coisas estava chorando, mas Deus sabe e isso que importa!

Ali por volta das 10h, meu pai saiu para correr e me pediu para fazer arroz. Aproveitei e dei aquele grau na pia e troquei a esponja de lavar louça. Eu sinto que a vida ganha um frescor com esse pequeno detalhe. Quando meu pai chegou, perguntou se eu tinha temperado a carne que estava descongelando e eu disse que não porque achei que ele iria fazer algum de seus temperos. Conclusão: tira tudo da geladeira, vê o que ainda está OK para ser comido, esquenta e é isso! Comi o restinho de strogonoff – que ainda estava uma delícia.

Enquanto eu achava que minha irmã ainda usava meu notebook escrevendo seu tcc, fui pintar com aquarela. Como desenho não é algo que flui com naturalidade na minha cabeça, procurei uma inspiração no Pinterest. Gostei do resultado.

Meu acordo com minha irmã era ela escrever pela manhã e à tarde eu pegaria o notebook porque queria visitar os blogs que estão participando do BEDA e também escrever os posts da semana, mas isso não aconteceu – esse post está sendo escrito durante a hora que eu já deveria estar dormindo. Ela não me avisou e eu não fui perguntar kkkk ficou por isso mesmo. Como ela estava planejando ir ao shoppingo com um casal de amigos, pensei: ah, não vou fazer mais nada do que planejava mesmo...


Lá no shopping nós fomos direto comer porque eu estava sem carisma algum. Minha irmã comprou o sundae do Mario Bros e eu jurava que seria algo mais divertido, mas é só isso aí da imagem.

Queria muito ir ao Game Station, mas desanimei quando vi o valor dos brinquedos e percebei que não iria aproveitar muito – já que eu não queria gastar mais de R$100 e só valia a pena se esse fosse o mínimo. Então resolvi começar a encerrar nossa tarde/noite no shopping indo até a Cobasi para comprar areia paras os gatos. Achei as plantinhas lindas e fiz esse registro.

O dia não foi tão relax como eu havia planejado, mas foi muito bom


| Esse post faz parte da série de publicações do BEDA. Post todos os dias às 8h da manhã 😉





VOADORA

Eu durmo cedo, então se algo acontece por volta das 21h-23h, acordo completamente desesperada achando que perdi a hora do trabalho. Nesse dia, eu estava exausta! Voltei de carona e consequentemente cheguei em casa mais rápido e cedo. Jantei, tomei banho e me deitei não era nem 19h30 ainda. Logo apaguei.

Mas como ainda estava no início do meu sono, acho que meu corpo não estava desligado por completo. Escuto um zumbido se aproximando do meu ouvido e um plaft! ao meu lado. Abro os olhos assustada e vejo uma barata ENOOORME na parede! 

Levanto completamente desesperada sem entender direito o que estava acontecendo e meu pai aparece preocupado perguntando o que era. Só gritei "uma barata ao lado do meu travesseiro". Ele entrou, matou, jogou ela no lixo e eu em minha completa exaustão, me deitei – mas não consegui dormir bem porque só pensava na maldita barata voadora que entrou por uma mísera frecha da janela que estava aberta, atravessou a cortina e resolveu me dar boa noite assim, pertinho de mim.

Meu cérebro pensou a noite toda que eu poderia não ter escutado e ela ter entrado no meu ouvido. Será que outras baratas podem entrar? Minha nossa, ela voou até o quarto andar e eu fui a escolhida! Meus ouvidos estão seguros? Não sei, vou dormir tampando eles.

Resultado: acordei pior do que ao me deitar.

Isso me fez lembrar de quando comprei o livro A Metamorfose pra minha irmã. Ela tem fobia de barata e mesmo que não esteja explícito que o personagem se transforme em uma, parece muito.








a versão de mim que atravessou o oceano

Logo no começo do BEDA, no post sobre revisitar memórias, postei uma das minhas fotos favorita do meu período de intercâmbio. A Jeniffer perguntou se fiz post e de memória só lembrava de um e ao conferir, realmente, nada passou por aqui. E assim... já se passaram oito anos dessa viagem, mas eu acho que vale um post contando detalhadamente desse momento que foi a realização do meu maior sonho: conhecer a Inglaterra

Revisitar memórias

Se preparem porque esse post será gigante, boa parte das fotos estão sem edição e acho que esse é o espírito da coisa, ser o mais natural possível!

minha tia chegou já mostrando suas plantas no jardim e tirando fotos, mas eu estava ainda meio dopada de remédio e absorvendo as emoções

A Inglaterra sempre foi meu sonho! Aos 14 anos, estava passando por um momento de frustração com minha festa de aniversário (a de 15) e com as promessas que me haviam sido feitas aos 10, mas não poderiam ser realizadas devido nossas condições de vida na época. Eu fiz a única coisa que me era possível: orei e confiei em Deus. Alguns dias depois, uma pessoa ora por mim e diz que Deus me levaria para outro país, eu precisava apenas confiar em suas promessas – vale informar que essa pessoa não era alguém do meu convívio.

Ansiosa como sou, acreditei que aquilo aconteceria logo, mas a verdade é que demorou 10 anos! E ao longo desses anos, sempre pessoas aleatórias me diziam as mesmas palavras. Foi só no meu último ano de espera que entendi que eu estava passando por um teste de tempo, confiança e paciência. Nosso tempo não é o mesmo de Deus. Durante os dez anos, tentei fazer na força do meu braço e sempre dava errado alguma coisa.

Quando finalmente descansei e entendi que não seria da forma que eu queria, meu coração se acalmou e as coisas simplesmente começaram a acontecer. Foi uma sequência de fatos que se encaixavam uns nos outros e facilitaram minha ida para a terra da rainha. Quando conto em detalhes essa história, as pessoas sempre ficam de boca aberta. 

Então essa não foi uma simples viagem, mas foi um marco no meu relacionamento com Deus. Além disso, aos 24 anos nossa mente está mais madura para viver algumas experiências.

Eu cheguei na Inglaterra completamente doente! Passei o voo de ida meio aérea porque estava tomando vários remédios e logo no primeiro dia comecei a ter uma febre como nunca antes na vida, enxarcando os cobertores, sem conseguir levantar para comer... foi um terror! Demorei uma semana para me recuperar por completo e para completar, meu óculos quebrou pouco depois. Meus primeiros dias foram em casa, me adaptando ao clima frio do começo do outono, a rotina familiar (estava hospedada na casa da minha tia) e explorando a cidade durante os últimos dias de férias da minha prima.

Estava na cidade de Eastbourne e amei cada cantinho de lá! A cidade é pequena, ensolarada, com pessoas simpáticas e uma vida tranquila.

Como a primeira semana foi na base de febre, logo que comecei a me recuperar começamos a rodar pela cidade para que eu conhecesse um pouco. Fiz um tour de ônibus e rodei por cada cantinho completamente deslumbrada com a paisagem. Enquanto não resolvia a questão da escola em que iria estudar, esses passeios me fizeram perceber que algumas das minhas roupas do Brasil não dariam conta do vento gelado, então fiz algumas comprinhas na Primark.



Em um dia qualquer, antes do começo das aulas, fomos até Winchester, capital do condado de Hampshire. A ideia era conhecer a Winchester Cathedral, mas estava fechada para reforma. É lá que a Jane Austen está sepultada, mas na época, eu não sabia disso – o que é um absurdo não saber, já que ela é minha escritora favorita.





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