QUASE AURORA

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O QUE NOS TROUXE AQUI

Inaugurado em outubro de 2025, no antigo Palácio da Redenção, prédio que foi restaurado para abrigar o museu, nasceu um ambiente que preserva a história, política e cultura paraibana no meio do Centro Histórico da capital João Pessoa.

Minha visita ao Museu de História da Paraíba era muito desejada e aconteceu de forma despretensiosa. Estava tomando café da manhã com uma amiga quando ela me convidou para conhecer o museu junto com seus outros amigos. Eu estava em um daqueles dias em que queria apenas absorver o que acontecia ao meu redor, então não fiz muitos registros.

O museu funciona de terça a domingo, das 9h às 17h com visitas guiadas em horário fixo e entrada gratuita.



O museu abriga um acervo que conta cronologicamente a história política, social e cultural do estado, além de contar com duas exposições temporárias e obras de artistas brasileiros. No dia da minha visitação, havia uma exposição de Ariano Suassuna e exposição de totens multimídia, curadoria de Flávio Brito, pesquisador e membro do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. O espaço era interativo, apresentando personalidades que foram referência de arte e cultura que marcaram a história do estado.




conheça a blogueira

Um dos meus desejos para 2026 era voltar com o blog pra valer. E entrar no projeto Entre Blogs foi uma decisão muito certeira! Além dos posts coletivos, as sugestões e conversas me instigam a correr pra cá e pensar em algo para compartilhar com vocês. Como chegaram leitores novos por aqui, achei de bom tom responder uma tag que o Igor Medeiroz ressuscitou lá no blog dele!

uma foto antiga - 2024 - porque gosto muito dessa

PERGUNTAS

1. Quando surgiu a ideia de criar seu blog?
Criei meu primeiro blog em 2011, mas nenhum deles era constante, até que em 2012 surgiu o Karina Marques, o primeiro blog em que investi dinheiro com layout, cartão de visita, domínio... e ele cresceu bastante. Fechei alguns publiposts e parcerias, mas lá pro finalzinho de 2013/ começo de 2014, fiquei bem cansada dos assuntos que eu abordava (moda, beleza e livros) e comecei a me questionar se queria mesmo ter um blog. Em 2015 quando me mudei para João Pessoa e estava com a faculdade trancada, voltei a sentir saudade de ter um espaço além das redes sociais e foi assim que o Quase Aurora nasceu. Oficialmente ele existe desde abril de 2016.

2. Origem do nome do seu blog? Trocaria o nome? Por qual?
Sempre fui apaixonada pelo nome Aurora e seu significado. A origem do nome já foi contada nesse post aqui, mas em resumo, o nome vem da sensação de excitação quando se espera a primeira luz da manhã, quando é quase aurora. Não trocaria de forma alguma! 

3. Você tem outros blogs além deste?
Não.

4. Já pensou em desistir do seu blog alguma vez?
Várias, mas não desistir, desistir, sabe? Apenas dar uma pausa e já passei longos meses sem dar as caras por aqui.

5. O que te faz continuar com um blog em tempos de scrolls infinitos?
O vai e vem das redes sociais e seus algoritmos me passam a sensação de estar em um lugar que não é meu, mas o blog não. Aqui é a minha casa construída em cima de uma rocha. Aqui tem registros de muitos e muitos anos da minha vida, além de ser um lugar em que posso acompanhar minha evolução, quem eu fui, o que eu gostava etc.

6. Qual é o seu post favorito no blog?
Não sei se conseguiria escolher, mas talvez sejam aqueles em que abri meu coração e expus meu lado mais vulnerável (uma fuçada nas categorias textos e comportamento vão me denunciar).
talvez seja esse aqui.

7. Mande uma mensagem para os seus seguidores/leitores:
Aos leitores mais antigos - eu sei quem vocês são - obrigada por permanecerem aqui mesmo quando eu sumia. Obrigada pelos comentários, feedbacks e visitas silenciosas. Aos novos, espero que fiquem pelos anos que este blog durar. Se tem um lugar em que vocês poderão me conhecer na essência, aqui é ele. Escrever para vocês ajuda a me manter sã, a deixar vivas minhas memórias e livres meus sentimentos.

RAPIDINHAS (do momento)

Uma música: Wild Wild Woman - Your Smith

Desculpa aí usuários do Spotify, mas do lado de cá Apple Music domina

Um livro: Amor Teoricamente - Ali Hazelwood
Um filme: Honor Society - a música do momento faz parte da trilha sonora do filme
Um hobby: Colorir
Um medo: Morrer e não ter ninguém para cuidar dos meus gatos
Uma mania: Perguntar sem pensar - um salve para os curiosos como eu
Um sonho: Viajar para fora do Brasil sozinha
Não consigo viver sem: Minha Bíblia, meus gatos e café
Tem coleção de alguma coisa? Não
Do que mais gosto no meu blog? O layout limpo
Gostaria de fazer alguma pergunta aos próximos participantes? Se pudesse usar uma cor de roupa para o resto da vida, qual seria? E não vale dizer preto!
Desejo literário do momento: A versão de luxo de O Príncipe Cruel 

Essa tag deveria ser finalizada com a indicação de outros blogueiros para responderem, mas quero que  sintam-se à vontade! E se responderem, não esqueçam de me mandar o link! 




o problema é pensar

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Aos 19 anos, fui ao médico fazer uma micro cirurgia para remover um cisto da perna. Foi um processo rápido e indolor, apenas três pontos e a recomendação de não fazer muito esforço. Nem remédio precisei tomar depois de tão banal que era. Mais de uma década depois, quando passo a mão pela cicatriz, sinto um leve incômodo e caso eu aperte, não chega a ser uma dor, mas é algo.

Meu luto é mais ou menos assim. A ferida foi cicatrizada e fechada, mas sempre que passo a mão, sinto não apenas o incômodo da ausência, mas recordo dos momentos de dor e agonia, de cada fase vivida. Com o passar desse anos - são quase cinco agora - percebi que pensar demais é a razão da minha instabilidade.

Pensar no futuro, nas conquistas, na realização dos sonhos sem a presença e celebração da minha mãe, é algo que me atormenta. Saber que o que ela desejava poderá se realizar sem que ela me abrace, me olhe nos olhos e diga "eu sabia que você conseguiria", é devastador! E talvez por eu estar pensando nessas coisas que percebo estar entrando - novamente - na apatia.

Quero escutar as músicas melancólicas da Taylor Swift, assistir aos mesmos filmes e ler meu livro favorito quinze vezes. Quero dormir chorando, me afundar nos vídeos infinitos do TikTok e desperdiçar meu tempo fazendo absolutamente nada. 

Quero me agarrar ao desperdício de não aproveitar meus dias e vê-los apenas na cor cinza, como se não houvesse uma promessa a ser cumprida, um último desejo a ser respeitado e uma memória a ser honrada.

Não tenho vontade de trabalhar, de escrever, de socializar, apenas me afundar e afundar e afundar e afundar... mas a verdade é que mesmo quando me sinto quebrada em milhões de pedaços, ainda me levanto um dia após o outro, equilibrando meus pratinhos da vida adulta, sendo o socorro de quem precisa de mim por inteira, sorrindo para os que sorriem e abraçando os que precisam de consolo quanto eu não tenho nenhum.

Sei o que está acontecendo e como todas as outras vezes, sei o que fazer, mas não quero. O problema sempre será pensar demais e isso não sei como não fazer.





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