QUASE AURORA

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KARINA MARQUES, MUITO PRAZER

Quando respondi a tag do EntreBlogs sobre quem eu sou por trás do Quase Aurora, o Igor me falou que eu poderia aumentar minha resposta, mas disse a ele que tinha preparado um post específico para isso. Foi logo na metade do BEDA que decidi que enceraria com um post contando mais sobre quem sou além desse espaço, justamente porque no início de 2026 ganhei seguidores novos.

Acho que posso dizer que mudar o cabelo é um dos meus hobbies, não consigo sossegar por muito tempo e gosto sempre de variar as cores, tons e subtons, mas meu preferido mesmo é o cabelo rosa. Uma vez ao ano estou jogando uma cor fantasia pelo simples prazer de poder. Essa foto aí nem é com meu cabelo atual, na realidade estou loira por enquanto, mas tenho saudade desse tom chocolate.

Acho que mudar a cor do cabelo constante faz parte da minha natureza criativa e levemente desapegada.

Descobri um gosto pela aquarela recentemente, então quando não estou escrevendo aqui ou sendo sugada pelas redes sociais, estou colorindo meus livros de desenhos fofos, fazendo colagem, pintando com aquarela ou lendo – e isso é algo que faço bastante no dia a dia. Meu quarto é cercado de livros porque eles são meu grande amor.

Meu quarto é meu lugar no mundo! E ele é cheio de informação de cada uma das minhas fases. Tem muita coisa que já não conversa tanto com a pessoa que sou atualmente, mas como sou apaixonada por cacarecos, mantenho tudo! Pendurado na maçaneta da porta, do lado de dentro, há um stormtrooper; tem quadrinho com a patinha da minha gata que faleceu, um balde de pipoca da The Eras Tour cheio de coisas aleatórias, pisca-pisca no teto e globos de espelho que não refletem a luz, há velas que fiz, souvenir do Rio de Janeiro e outros pequenos detalhes.

Amo estar no meu quarto cheio dessas coisinhas porque ele é meu ambiente criativo, mas não me deixa cansada visualmente, muito pelo contrário, há um aconchego tão bom que só quero ficar ali.

Na tag conheça a blogueira, eu menti! Disse que não tinha coleção de nada, mas só essa semana tive o estalo de que sim, eu tenho duas coleções: canecas e ecobags. São duas coisas que gasto dinheiro e gosto muito. Acho que é uma maneira beeeeem simples de estender nossa personalidade e eu tenho um lado fofinho!

Quando não estou em casa, com certeza estou com minha irmã. Nós gostamos muito da companhia uma da outra e apesar da nossa diferença de idade ser de 9 anos, nos damos muito bem e temos gostos parecidos, então a gente sempre tá pelo sebo, shopping, cinema, andando na orla... mas principalmente no McDonald's.

Adoro assistir filme – mais do que acompanhar séries – e teve um ano (2020, eu acho) resolvi assistir um filme por dia e documentar no Twitter. Não tenho mais a conta para compartilhar a lista com vocês (desativei por um tempo e deixei passar dos 30 dias e aí se foram dez anos de conta), mas lembro que ficou faltando apenas 30 e pouco para eu bater a meta de 365! Na época da faculdade, tive uma disciplina de cinema, nada glamouroso ou que enchesse meus olhos, mas mesmo assim, mãe costumava me cutucar que eu deveria trocar jornalismo por cinema. 

Mas uma coisa é gostar de filmes e fazer resenhas, outra completamente diferente é embarcar nesse meio no Brasil que vivemos – o que é desanimador. Poderíamos ser muito mais, mas enfim...

Se tem uma coisa que faço muito bem é não fazer nada. Valorizo muito o ócio e o descanso, acho que isso tá na minha essência porque sou assim desde a infância. O silêncio é algo confortável, então estou sempre usufruindo dele.

E assim, apresentando um pouco mais sobre a Karina pessoa, me despeço do BEDA com o coração extremamente grato por cada coisinha que escrevi, cada comentário de vocês aqui e as trocas nos grupos. Esse projeto foi ainda mais especial porque acompanhei outros blogueiros na mesma jornada e tudo aquilo que é feito com companhia (mesmo que virtual), é muito mais legal! 

Vocês conseguem conferir a lista de todos os posts clicando aqui.





O SER NA ÁRVORE

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A floresta havia se tornado sua casa. Todas as manhãs, quando ouvia a porta da frente bater, ele corria para lá. Entre o balançar das árvores e o correr das raposas que caçava, cantava um música que a mãe havia lhe ensinado antes de falecer. 

Na hora do almoço, sentava-se diante de uma árvore e compartilhava a comida que levava com o pequeno homem que dizia ser o mago da floresta. Ele tinha pelos espalhados por todo corpo, seus olhos eram completamente negros e havia dentes demais em sua boca. O garoto não tinha medo. Lhe contava seus sonhos, medos e segredos.

O homem havia chegado mais cedo em casa. Não escutou os típicos barulhos que a criança costumava fazer. Correu para floresta, pois sabia que para lá o garoto fugia. Em pouco tempo, o encontrou dormindo nas raízes de uma grande árvore. A cena lhe lembrou da morte da esposa. Ele a encontrou encolhida na cama, gelada e sem brilho nos olhos.

Revoltado, a passos duros caminhou em direção ao filho para acordá-lo, mas do alto de sua árvore, observando a cena com atenção, a criatura com seus mil dentes sorria. Esticou uma das mãos em direção ao homem e na floresta tudo se calou. Ao acordar, o menino voltou para casa sem nada perceber. A partir daquele dia, não havia mais motivos para da casa fugir.

Os textos fazem parte de um exercício da disciplina de Laboratório da pós em Escrita Criativa. Nossa missão era escrever dois textos sobre um ser em cima de uma árvore, um deles com leveza e outro com peso. Penso em desenvolver mais essa história, imagino muitos detalhes, será que devo?

| Esse post faz parte da série de publicações do BEDA. Post todos os dias às 8h da manhã 😉





NA MINHA BOLSA DO TRABALHO

Amo saber o que as pessoas carregam em suas bolsas porque acho que é uma das muitas formas de conhecer o mundo de alguém e como por aqui estou sempre soltando fragmentos sobre mim, compartilho como é minha bolsa do trabalho.

Eu usava uma mochilinha para ir trabalhar, mas a coitada pediu arrego depois do peso que suportou na Bienal do Livro, então comprei uma bolsa transversal simples, mas com material mais resistente – que é essa aí. Ela tinha mais bottons, mas eles foram caindo na muvuca do ônibus e em outros contextos que não percebi.

Gosto dela por ter vários bolsos e ser um tom de verde que puxa um pouco para o azul, então combina com o uniforme da empresa. Os bottons são apenas para tirar um pouco o ar de sem graça, mas confesso que só esses três não está me agradando... Enfim, minhas personalidades representadas: Taylor Swift, Darth Vader e uma xícara de café motivacional.

Dentro tem uma nécessaire composta basicamente de remédios, já que eu deixo uma no trabalho com itens de higiene. Levo também: carteira, cartão de passagem, crachá, prendedores de cabelo, fone de ouvido (ganhei esse recentemente e vou parar de roubar o da minha irmã), carregador, uma touca para caso eu pegue uber moto, chiclete (de vez em quando), algo para comer (quando não é biscoito, é fruta ou algum potinho de bolo), e claro, sempre tem um livro! 

O guarda-chuva não encontrei e isso tá me deixando preocupada porque perdi um dentro do ônibus na semana passada – e estamos na época de chuva, ou seja, preciso encontrá-lo! E a garrafa de água, apesar de caber na bolsa (muito apertada porque é enorme), carrego na mão.

Já tive uma fase de carregar milhares de coisas na bolsa apenas por vai que, né? – um lema de vida que tenho para ser prevenida, mas após quase um ano nessa rotina, apenas isso me atende muito bem.

| Esse post faz parte da série de publicações do BEDA. Post todos os dias às 8h da manhã 😉






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