Sinopse: Addie LaRue não queria pertencer a ninguém. Na França de 1714, fugindo de um casamento que não desejava, em um momento de desespero a jovem faz um pacto com um deus da escuridão: Ter a liberdade que tanto sonhava.
O que ela não imaginava era que a tão desejada liberdade seria acompanhada de uma imortalidade mergulhada no esquecimento. Década após década, Addie vive como um sopro na mente daqueles que a conhecem, mas ao perceber os limites de sua maldição, ela encontra meios de deixar sua marca no mundo, porém isso nunca foi suficiente. Após 300 anos de existência, ela escuta de um rapaz a frase que sempre quis ouvir: “Eu me lembro de você”.
Apesar de ser uma história muito bem escrita, senti que foi cheia de altos e baixos, com momentos mais interessantes e outros nem tanto. O ritmo do livro é lento, mas isso não o torna ruim, apenas exige um pouco mais de paciência do leitor para conhecer as nuances de nossa protagonista – e também de nosso antagonista, Luc.
Addie é uma personagem que cativa o leitor em alguns momentos, mas em outros se apresenta letárgica. Em algumas situações, como quando ela enfrentava Luc, a jovem brilhava aos meus olhos, mas logo em seguida se apagava... Talvez isso seja reflexo da presença de Luc e o quanto ele se infiltrou em seus pensamentos.
Uma das coisas que mais gostei de acompanhar na jornada de Addie foi sua paixão pela arte, mas não apenas isso, e sim a maneira como ela usava esse sentimento como motivação para não se render. Sua história é muito mais interessante do que o romance, que aos meus olhos, se apresentou um pouco simplista e sem grandes emoções até o momento do plot final – que eu já esperava.
Esse livro foi uma das minhas melhores leituras de 2025. Acredito que a grande beleza do livro é a dualidade de emoções que ele provoca no leitor. A narrativa não segue uma linha reta, dá voltas no tempo mostrando o porquê de cada decisão e a complexidade dos personagens. No fim das contas, o livro nos mostra que ter um desejo atendido nem sempre é tão simples quanto parece.
Um fato curioso é que com o passar do tempo, o nome do livro vai se apagando – isso é característico de livros cujos títulos são hot stamping/relevo seco – e uma garota no TikTok disse que esse efeito combina demais com o livro, pois a história de Addie vai se apagando ao longo do tempo... depois disso, nunca mais consegui observá-lo da mesma forma.
Nota pessoal: ★★★★★Autora: V.E. Schwab
Editora: Galera Record
Páginas: 504
.jpeg)
Nenhum comentário






